TAXONOMIA DE BLOOM: DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS INSTRUCIONAIS PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
Rochelli
Soares Pontes Milanez[1]
Resumo:
O presente artigo tem como objetivo
discutir sobre a integração da aprendizagem colaborativa com a taxonomia de Bloom,
numa proposta que incorpore a implementação de tecnologias digitais numa
prática colaborativa. Nossa pesquisa teve como tema a definição de objetivos
instrucionais para a formação continuada de professores. A metodologia
utilizada para nossa investigação foi a revisão bibliográfica, com ênfase nas
contribuições de Imbernón (2011), Pereira e Costa (2022), Petrillo (2019)
Ferraz e Belhot (2010). Foi possível considerar, através de nossas
investigações, que a taxonomia de Bloom é fundamental na estruturação da
prática de formação continuada, pois através dela é possível não apenas
classificar objetivos instrucionais, mas também direcionar atividades,
estratégias e avaliações. Percebemos também que a proposta de prática
colaborativa precisa estar alinhada aos níveis de colaboração que envolvem esta
prática, pois no desenvolvimento destes níveis, as habilidades desejadas são
alcançadas. Foi possível elaborar os objetivos instrucionais que deveriam
nortear a prática colaborativa proposta, ou seja, objetivos do curso de formação
continuada de professores.
Palavras-chave: Taxonomia de Bloom. Formação Continuada.
Prática Colaborativa. Objetivos instrucionais.
Abstract
This
article aims to discuss the integration of collaborative learning with Bloom's
taxonomy, in a proposal that incorporates the implementation of digital
technologies in a collaborative practice. Our research had as its theme the
definition of instructional objectives for the continuing education of
teachers. The methodology used for our investigation was the bibliographic
review, with emphasis on the contributions of Imbernón (2011), Pereira and
Costa (2022), Petrillo (2019) Ferraz and Belhot (2010). It was possible to
consider, through our investigations, that Bloom's taxonomy is fundamental in
structuring the practice of continuing education, because through it is
possible not only to classify instructional objectives, but also to direct
activities, strategies and evaluations. We also realized that the proposed
collaborative practice needs to be aligned with the levels of collaboration
that involve this practice, because in the development of these levels, the
desired skills are achieved. It was possible to elaborate the instructional
objectives that should guide the proposed collaborative practice, that is,
objectives of the continuing education course for teachers.
Keywords: Bloom's Taxonomy. Continuing Training. Collaborative Practice. Instructional goals.
1
Introdução
Uma
docência de qualidade envolve entre outros aspectos um compromisso do
profissional com a sua formação continuada.
O que
se entende por formação continuada, é o processo de aquisição de conhecimentos
teórico – práticos após a sua formação acadêmica e ao longo de seu exercício
profissional.
A
formação docente deve centrar sua atenção em como os professores elaboram a
informação pedagógica de que dispõem e os dados que observam nas situações da
docência.
Uma
formação de professores fundamentada em estabelecer estratégias de pensamento,
de percepção, de estímulos; centrada na tomada de decisões para processar e
comunicar a informação. A reflexão e o estudo sobre a vida em sala de aula, o
trabalho colaborativo e a socialização do professor, são de suma importância
para esta formação profissional eficaz. (IMBERNÓN,2011)
Mas
como definir os objetivos instrucionais para a formação continuada de
professores?
Como
utilizar a Taxonomia de Bloom para desenvolver práticas colaborativas de
formação continuada?
Estas
foram as questões que nortearam nossa pesquisa, cuja metodologia foi a revisão
bibliográfica, que segundo Gil (2002, p.44) é desenvolvida com base em material
já publicado sobre o tema, constituído principalmente de livros e artigos
científicos.
Após a
introdução, onde o tema foi contextualizado, tecemos algumas considerações a
respeito da Aprendizagem Colaborativa e a Formação de Professores. Logo a
seguir, fizemos um paralelo entre a utilização da Taxonomia de Bloom para
estabelecer objetivos para a formação continuada e a estruturação dos cursos de
formação continuada.
No
terceiro capítulo vamos revisar algumas literaturas e propor uma prática
colaborativa para a formação de professores.
2 Aprendizagem Colaborativa e a Formação de Professores
A
formação continuada de professores envolve a reflexão teórico – prática sobre a
própria prática sobre a realidade, troca de experiencias entre docentes para
aumentar a comunicação, união de formação a um projeto de trabalho,
possibilidade de inovação pessoal e institucional, etc.
De
acordo com Imbernón (2011, p.51) a orientação para o processo de reflexão sobre
a prática exige uma proposta critica de intervenção educativa, uma análise da
prática do ponto de vista dos pressupostos ideológicos e comportamentos
subjacentes.
Abandona-se o conceito
obsoleto de que a formação é a atualização científica, didática e psicopedagógica
do professor para adotar um conceito de formação que consiste em descobrir,
organizar, fundamentar, revisar e construir a teoria. Se necessário, deve-se
ajudar a remover o sentido pedagógico comum, recompor o equilíbrio entre os
esquemas práticos predominantes e os esquemas práticos teóricos que os
sustentam. Esse conceito parte da base de que o profissional de educação é
construtor de conhecimento pedagógico de forma individual e coletiva.
(IMBERNÓN,2011, p.51)
Neste
sentido, a aprendizagem colaborativa como método de ensino inovador tende a
contribuir também para o processo de formação continuada de professores, pois
permite que eles atuem de forma ativa na construção do conhecimento.
Conforme Pereira e Costa (2022) a educação
colaborativa defende que a aprendizagem deve ocorrer de maneira proativa e
vivencial e não por meio da simples memorização.
O que
corrobora com o entendimento de que
Uma formação deve propor
um processo que confira ao docente conhecimentos, habilidades e atitudes para
criar profissionais reflexivos ou investigadores. O eixo fundamental do
currículo de formação de professores é o desenvolvimento de instrumentos
intelectuais para facilitar as capacidades reflexivas sobre a própria prática
docente, cuja meta principal é aprender a interpretar, compreender e refletir
sobre a educação a realidade social de forma comunitária. (IMBERNÓN,2011, p.58)
O
trabalho em equipe demanda o fazer junto, compartilhando os mesmos objetivos e
utilizando as diferentes habilidades e os diferentes conhecimentos das
diferentes pessoas, mesmo havendo interesses diferentes. (Pereira e Costa,2022,
p.03)
Os processos de formação
não favorecerão a produção criadora, caso ignorem o que não para de ser gerado
em configurações críticas sempre diferentes. Imaginar poder abrir mão dessa
inteligência prática em favor de estratégias que privilegiam a racionalidade
hegemônica no campo da educação e os saberes estabelecidos, tentando
neutralizar a história e a intervenção dos trabalhadores como profissionais que
tomam decisões, é um equívoco. (FERRAÇO,2008, p.86)
Os
autores mencionados, reforçam o entendimento de que a incorporação da
implementação tecnológica nas práticas colaborativas de formação continuada de
professores é fundamental, tanto para a aquisição de conhecimentos teóricos,
como para aquisição de conhecimentos práticos que irão favorecer a construção
de uma prática pedagógica inovadora e o desenvolvimento de praticas de
aprendizagem colaborativa entre seus alunos.
3 A Taxonomia de Bloom e os objetivos instrucionais para a
formação de professores
A
Taxonomia de Bloom é um dos instrumentos cuja finalidade é auxiliar a
identificação e a declaração dos objetivos ligados ao desenvolvimento
cognitivo, o qual engloba a aquisição de conhecimentos, competências e
atitudes.
A
definição dos objetivos de aprendizagem e a estruturação do processo de
formação, deve oportunizar a reflexão crítica, permitindo a mudança de
pensamentos e atitudes.
Ferraz
e Belhot (2010, p.421) destacam que é mais fácil atingir objetivos quando estes
estão bem definidos, entretanto fica mais difícil, para os discentes, atingirem
o nível de desenvolvimento cognitivo, por não saberem exatamente o que deles é
esperado durante e após o processo de ensino.
Os
objetivos instrucionais para a formação de professores devem ser definidos de
forma clara e estruturada, considerando a aquisição de conhecimentos e
competências que fazem parte de seu perfil profissional.
Taxonomia é um termo bastante usando em diferentes áreas e,
segundo a Wikipédia (2006), é a ciência de classificação, denominação e
organização de um sistema pré-determinado e que tem como resultante um
framework conceitual para discussões, análises e/ou recuperação de informação.
Segundo Bloom et.al., vários pesquisadores utilizaram-se dessa terminologia
conceitual baseada em classificações estruturadas e orientadas para definir
algumas teorias instrucionais. Duas das inúmeras vantagens de se utilizar a
taxonomia no contexto educacional são:
·
Oferecer a base para o
desenvolvimento de instrumentos de avaliação e utilização de estratégias
diferenciadas para facilitar, avaliar e estimular o desempenho dos alunos em
diferentes níveis de aquisição de conhecimento; e
·
Estimular os educadores a
auxiliarem seus discentes, de forma estruturada e consciente, a adquirirem
competências específicas a partir da percepção da necessidade de dominar
habilidades mais simples (fatos) para, posteriormente, dominar as mais
complexas (conceitos). (FERRAZ e BELHOT,2010, p.422,423)
Assim, podemos
afirmar que a Taxonomia de Bloom é um ótimo recurso para estruturar e
desenvolver um curso de formação continuada de professores.
[..] BLOOM acreditava que poderia
servir também como:
a)
linguagem comum sobre
metas de aprendizagem para facilitar a comunicação entre pessoas, conteúdo e
níveis de ensino;
b)
base para determinação de
um curso ou currículo específico da educação;
c)
determinação de
significados para a congruência de objetivos educacionais, atividades e
avalições de uma unidade, curso ou currículo; e
d)
panorama da gama de
possibilidades de qualquer caso particular de ensino ou currículo poderiam ser
contrastadas. (PETRILLO,2019, p.07)
A formação
continuada de professores deve, de acordo com Imbernón (2011, p.51), promover a
reflexão sobre sua prática, interpretando, compreendendo e refletindo sobre a
educação e a realidade, isso é possível quando há uma linguagem comum,
determinação de significados e objetivos, e há uma visibilidade clara do
panorama de possibilidades de qualquer caso particular de ensino.
4 Prática
Colaborativa – Curso de Formação Continuada de Professores
A nossa proposta
de prática colaborativa é a realização de um curso de formação continuada de
professores para a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista – TEA
na escola.
A prática colaborativa será desenvolvida de forma síncrona e assíncrona,
com uso de recursos tecnológicos como: vídeos, formulários digitais, blog e
podcast.
Um tema muito relevante
e atual é a inclusão de alunos com TEA, a formação de professores é um dos
primeiros requisitos para uma inclusão efetiva em sala de aula, reforçamos,
neste sentido, a importância desta prática colaborativa.
Na estruturação do curso,
utilizaremos as seguintes categorias: entender, aplicar, avaliar e criar.
Ferraz e Belhot (2010)
destacam que a estrutura revisada da taxonomia de Bloom apresentam a categoria
entender relacionando-a com o estabelecimento de uma conexão entre o novo e o
conhecimento previamente adquirido.
3.Aplicar:
Relacionado a executar ou usar um procedimento numa situação específica e pode
também abordar a explicação de um conhecimento numa situação nova. Representado
pelos seguintes verbos no gerúndio: Executando e Implementando. [...]
5. Avaliar: Relacionado
a realizar julgamentos baseados em critérios e padrões qualitativos e
quantitativos ou de eficiência e eficácia. Representado pelos seguintes verbos
no gerúndio: checando e criticando.
6. Criar: Significa
colocar elementos junto com o objetivo de criar uma nova solução, estrutura ou
modelo utilizando conhecimentos e habilidade previamente adquiridos. Envolve o
desenvolvimento de ideias novas e originais, produtos e métodos por meio da
percepção da interdisciplinaridade e da interdependência de conceitos. Representado
pelos seguintes verbos no gerúndio: Generalizando, Planejando e Produzindo. (IDEM,2010,
p.429)
As atividades colaborativas propostas para
este curso de formação, estão fundamentadas nos níveis de colaboração
apresentados por Pereira e Costa (2022), as autoras afirmam que cada atividade
deve apresentar um nível de complexidade, que deverá ser aumentado diante de
cada passo cumprido e que os níveis de colaboração auxiliam na construção de competências
indispensáveis para o sucesso da comunicação por meio das tecnologias.
Os professores irão dialogar sobre
as informações que já possuem sobre o TEA; realizar estudos de caso e no
ambiente assíncrono, os professores deverão postar dúvidas, comentar os textos
estudados, e apresentar suas experiências pedagógicas sobre o tema.
Depois deverão fornecer suas perspectivas
sobre a inclusão de alunos com TEA em sala de aula e que desafios são ou
poderão ser encontrados na execução das atividades pedagógicas, nesta etapa,
além de assistir vídeos sobre o tema, os professores deverão resumir suas aprendizagens
e postar suas considerações, gravando no podcast.
Passando para o 3º nível
de colaboração, os professores irão combinar suas contribuições individuais a
partir do conteúdo abordado para a construção de um trabalho coletivo sobre o
tema, cada professor deverá produzir e postar no blog da turma, suas
considerações. Serão disponibilizados questionários digitais, para que eles
possam tanto responder como elaborar perguntas com base em suas aprendizagens.
Na sequência os
professores irão avaliar o conteúdo abordado, finalizando o curso eles deverão gerar
um novo conhecimento, produzindo materiais didáticos digitais e físicos.
Os materiais didáticos
digitais serão disponibilizados no blog em formato PDF. Caso sejam games ou
outros meios, os links serão compartilhados também no blog.
Para os materiais
físicos, os professores deverão gravar vídeos explicando o funcionamento dos
mesmos e fazer registros fotográficos que também serão compartilhados no blog
da turma.
A seguir veremos os
objetivos estabelecidos para esta prática colaborativa, salientando, porém, que
durante o desenvolvimento da prática colaborativa de formação, estes objetivos
poderão ser reprojetados a qualquer momento.
Petrillo (2019, p.06)
destaca que levando em consideração todos os níveis da taxonomia de Bloom, o
docente deve realizar um constante reprojetar dos objetivos de aprendizagem e
das suas avaliações, perfazendo o real sentido do processo ensino –
aprendizagem.
Quadro 01. Objetivos gerais e específicos com a
respectiva categoria, elaborados de acordo com a taxonomia de Bloom para a
aprendizagem colaborativa.
|
OBJETIVOS GERAIS |
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS |
CATEGORIA |
|
Entender o Transtorno do Espectro Autista - TEA, classificando -o de
acordo com os sintomas e características aprendidos. |
·
Associar os sintomas dos níveis de autismo às
atividades de intervenção necessárias para superação das dificuldades
apresentadas. |
Entender |
|
Aplicar o método de contenção de crises em sala de
aula, implementando de acordo com as necessidades enfrentadas. |
·
Resolver problemas de adaptação de
alunos com TEA ao ambiente escolar. ·
Investigar as causas das crises
apresentadas em sala de aula. |
Aplicar |
|
Avaliar o conteúdo teórico prático do curso, checando sua
aplicabilidade no cotidiano escolar. |
·
Explicar como o conteúdo a respeito do TEA tem contribuído
para sua prática pedagógica. |
Avaliar |
|
Produzir materiais adaptados para os alunos com
TEA, planejando adequadamente sua utilização. |
·
Elaborar atividades diferenciadas
para atender às necessidades dos alunos com TEA. ·
Prototipar materiais pedagógicos
para facilitar a aprendizagem do aluno com TEA. |
Criar |
Fonte: Elaborado pela autora (2022)
5 Considerações
Finais
Discutir
sobre a integração da aprendizagem colaborativa com a taxonomia de Bloom, numa
proposta que incorporasse a implementação de tecnologias digitais numa prática
colaborativa, foi nosso objetivo geral.
Durante nossa discussão
abordamos a Aprendizagem Colaborativa, a Taxonomia de Bloom e a proposta de
atividade colaborativa envolvendo a Formação de Professores.
Destacamos a importância
da taxonomia de Bloom na estruturação das atividades de formação continuada, pois
através dela é possível não apenas classificar objetivos instrucionais, mas
propor, organizar e direcionar atividades, estratégias de ensino e avaliações.
Também foi possível
perceber que a proposta das atividades na prática colaborativa, precisam estar
alinhadas aos níveis de colaboração que envolvem esta prática, através dos
quais é possível desenvolver as habilidades desejadas.
Por fim, elaboramos os
objetivos instrucionais que deveriam nortear a prática colaborativa da
atividade de formação continuada de professores.
Um curso de formação continuada
através da prática colaborativa, que utilize o ambiente virtual de aprendizagem,
pode contribuir significativamente para a formação de professores. Principalmente
quando este curso, investiga a realidade da prática docente, discutindo sobre
os problemas reais existentes no exercício da docência.
Diante disso, sugerimos que outras
investigações sobre este tema sejam feitas, aprofundando os conhecimentos a
respeito de práticas colaborativas de formação continuada de professores.
6 Referencias
Bibliográficas
Ferraço, C.E. (2008) Cotidiano escolar, formação de professores e
currículo.2ª Ed. São Paulo: Cortez.
Ferraz,A.P.do C.M.Belhot,R.V.(2010) Taxonomia de Bloom: revisão teórica e
apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais.
Disponível em: http://www.scielo.br/j/gp/a/bRkFgbGCDp3HjQqFdqBm/?format=pdf&lang=pt
.Acesso em 12.12.2022.
Gil,A.C.(2002) Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas.
Imbernón,F. (2011) Formação Docente e Profissional: formar-se para a
mudança e a incerteza.9ª Ed. São Paulo: Cortez.
Pereira,A.C.de S. Costa,D. (2022) Taxonomia da Aprendizagem Colaborativa
a Distância. [e-book] Flórida: Must University.
Pereira,A.C.de S.Costa, D.(2022) Educação Colaborativa e Tecnologia.
[e-book]. Flórida: Must University.
Pereira.A.C.de S.Costa, D.(2022) Taxonomia dos Objetivos Educacionais.
[e-book]. Flórida: Must University.
Petrillo,C.de M. (2019) ENADE e a taxonomia de Bloom: maximização dos
resultados nos indicadores de qualidade.(pp. 01 -25). 2ª Ed. Rio de Janeiro:
Maria Augusta Delgado,2019.
[1]
Licenciatura Plena em
Pedagogia, UESPI – PI. Especialização em Psicopedagogia, UCAM -MG. Mestranda em
Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University. E-mail: rochellisp@gmail.com.


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