TECNOLOGIAS
INTEGRADAS À SALA DE AULA
A
ação pedagógica mediada pelas tecnologias para a formação de cidadãos criativos
Rochelli Soares
Pontes Milanez[1]
Resumo:
Este artigo tem como
objetivo geral conhecer os princípios tecnológicos e pedagógicos para o uso das
tecnologias em sala de aula. Investigando a mediação tecnológica no processo de
ensino e a formação de alunos criativos através da ação do professor como guia
da aprendizagem. Foi utilizada a metodologia de pesquisa bibliográfica.
Dialogando com os autores, consideramos que a ação pedagógica inovadora colabora de forma efetiva
para o desenvolvimento do processo de aprender contínuo mediado pelas
tecnologias, o que culmina na formação de indivíduos críticos e criativos,
cidadãos digitais.
Palavras-chave: Tecnológicos.
Pedagógicos. Mediação.
Abstract
This article has as a general
objective to know the technological and pedagogical principles for the use of
technologies in the classroom. Investigating the technological mediation in the
teaching process and the formation of creative students through the action of
the teacher as a learning guide. The bibliographic research methodology was
used. Dialoguing with the authors, we consider that innovative pedagogical
action collaborates effectively to the development of the continuous learning
process mediated by technologies, which culminates in the formation of critical
and creative individuals, digital citizens.
Keywords: Technological.
Pedagogical. Intermediation
1 Introdução
No contexto da
sociedade contemporânea, a qual é caracterizada por mudanças aceleradas,
múltiplos espaços de comunicação, atividades colaborativas e conexões em rede,
as tecnologias são indispensáveis para a produtividade, e assim sendo, os
principais desafios no contexto pedagógico consistem em utiliza-las de maneira
que os educandos desenvolvam habilidades para uma constante aprendizagem.
É inegável a relevante
contribuição das tecnologias digitais de informação e comunicação para a
disseminação de informação e construção do conhecimento. Além disso, podemos
afirmar que as TDIC ( Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação)
potencializam o desenvolvimento de estratégias de raciocínio e resolução de problemas,
e podem ser utilizadas de forma muito eficiente para atender às necessidade de
aprendizagem individuais dos alunos de forma adaptativa, além disso é possível
por meio de sistemas de informações obter dados e gerenciar dados que permitem
analisar e intervir de maneira eficiente no processo de ensino e aprendizagem,
outra contribuição importante é a produção de materiais digitais como jogos e
softwares educativos diversificados que podem auxiliar os alunos em suas
dificuldades de aprendizagem.
É necessário
reorganizar o trabalho pedagógico para promover interações, planejar situações
de aprendizagem integrativas, é necessário planejar a ação pedagógica nesta
nova perspectiva de educação, pois o simples fato de conhecer as vantagens ou
contribuições destas tecnologias ou a existência delas no ambiente escolar não
contribui de forma significativa para a transformação da educação, se não
houver uma pratica pedagógica com intencionalidade, pensada por este contexto e
para este contexto.
A perspectiva de uso de
diferentes recursos tecnológicos e acesso à informação requer capacidade de
inovação e aprendizagem continuas.
2 A Educação Mediada por Tecnologias
O planejamento
pedagógico deve conter uma visão integrada das competências e também dos papeis
de todos os envolvidos no processo educativo, no qual o foco passa a ser a
interatividade no processo de conhecimento, equilibrando atividades e estudos
individuais e coletivos; a proposta torna-se centrada no envolvimento dos
estudantes com a descoberta, investigação e resolução de problemas.
2. 1 A mediação tecnológica e o
desenvolvimento educacional
É
inegável o contributo da tecnologia digitais para o desenvolvimento das
práticas educativas como mencionamos anteriormente, mas é preciso considerar
dois extremos que estão sempre presentes em se tratando de práticas que
envolvem o uso de tecnologias:
As práticas de educação
mediada por tecnologias devem considerar a valorização do uso de tecnologia
para tornar o processo de ensino e aprendizagem mais eficiente e eficaz. É
preciso que essa valorização e objetivo seja central e superior ao de domínio
técnico de utilização por professores e alunos, assim como também aos fins de
entretenimento, onde se utiliza simplesmente como um acessório de diversão em
espaços educativos. (Netto,2018, p.9)
Para
que este desenvolvimento aconteça é preciso superar a perspectiva de que apensa
munir professores e alunos de conhecimentos técnicos sobre estas tecnologias
digitais é suficiente. Também é preciso superar a perspectiva de utilização das
ferramentas tecnológicas apenas para fins de entretenimento, como recreação ou
bônus por atingir determinadas habilidades em sala de aula, conforme salienta a
autora citada.
Na visão de Rivero (2004), a
atualidade é palco de mudanças rápidas na política, na economia, nas
tecnologias e na cultura. O processo de internacionalização impacta a sociedade
e pressiona por mudanças que vem transformando paradigmas. O professor neste
contexto pós-moderno não é mais o monopolizador da verdade e deve ter
consciência disto. (Sant’anna,2016, p.27)
A mudança estrutural da ação
educativa é sem duvida o grande diferencial para que haja um desenvolvimento
educativo no processo de mediação tecnológica, uma vez que o professor passa a
atuar não como o orientador diretivo, detentor exclusivo do conhecimento e
único a manusear estas ferramentas durante o processo, é imprescindível que o
professor esteja atento às mudanças de paradigmas, observando que a ação
educativa adquire dentro deste contexto uma característica multidimensional.
É bastante
comum observar um grau de ansiedade entre os docentes, os quais, para fazerem
uso das tecnologias na educação, se envolvem na aprendizagem de como operar
tecnicamente os diversos recursos de uma ferramenta para que somente ela faça
uso na sala de aula, em um modelo centrado na sua exposição didática, agora com
uso de vídeos, slides e animações. Essa prática não deve ser rechaçada. No
entanto, a abordagem que se pretende reforçar é a de fazer uso com diferentes
práticas integradas com uso de tecnologias que proporcionem o desenvolvimento
de várias habilidades. (Netto, 2018, p.6).
O professor é colaborador e
incentivador de seus alunos, estabelecendo de forma interativa e simultânea
conexões entre alunos e conhecimento, neste processo integrativo, a partir das
interações estabelecidas, o conhecimento se tornará mais significativo e
contextual para os alunos.
As escolas necessitam
se preparar para este cenário, onde as novas tecnologias podem transformar os
modos de aprender e ensinar quando ligadas as mudanças paradigmáticas mais
amplas. Destaca-se que deve haver a apropriação das tecnologias como
ferramentas, realizada de maneira crítica e reflexiva, integrada a uma mudança
estrutural da ação educativa, para que professores e alunos aprendam de forma
mais significativa e contextualizada. (Sant’ana, 2016, p. 27)
O
autor deixa claro a necessidade de mudança da ação educativa para que haja uma
efetividade e uma eficiência no processo educativo com o uso das ferramentas
tecnológicas.
2. 2 A formação de cidadãos
criativos
No contexto de uma educação que
objetiva promover a formação de educandos capazes de interagir, produzir
cultura e trabalho utilizando ferramentas tecnológicas, não se podemos pensar o
uso de ferramentas tecnológicas em sala de aula apenas como simples
instrumentos de reprodução de conteúdo para a ministração de aulas nos moldes
da educação do século anterior, cujas demandas eram totalmente diferentes.
O pensamento de Almeida
(2010) considera a necessidade de uma nova pedagogia, de uma nova formação para
os professores, o que promoverá uma mudança da cultura escolar, incluindo as
novas tecnologias para potencializar a mediação pedagógica. É certo que tal
mudança é essencial para a educação que considera o século XXI e o futuro. Esta
tem por objetivo a formação de sujeitos críticos, conscientes de si, do outro e
da vida do planeta, compreendendo a complexidade como paradigma explicativo da
vida (MORIN,2001). Segundo Kenski (2007), a formação de professores deve estar
voltada a atender uma sociedade que está em constantes mudanças, considerando
que o maior desafio a ser superado atualmente não é a falta de conhecimento
sobre como manipular as TICs, mas a falta de formas viáveis de integrá-las no
(ao) processo de ensino – aprendizagem. (Sant’ana, 2016, p. 33).
Como assinalou o autor supracitado,
um dos maiores desafios da ação docente na mediação e no uso de ferramentas
tecnológicas no ambiente educativo, consiste em viabilizar a integração destas
ferramentas ao processo de modo a promover no aluno o desenvolver habilidades
adequadas para atuar no contexto contemporâneo.
A necessidade que se apresenta
neste processo é de integrar ou desenvolver habilidades integradas no que se
refere ao domínio cognitivo, intrapessoal e interpessoal. Alguns autores
destacam este processo como sendo um processo de multialfabetização.
Dentro desse contexto,
Demo (2011) chama a atenção para a necessidade de a educação prover o desenvolvimento
de multialfabetizações. Assim, as competências cognitivas na prática continuam
sendo importantes para a vida das pessoas porque são indispensáveis para a
cidadania e a produtividade. No entanto, outras necessidades se apresentam,
como o manejo da informação e comunicação, muito além da postura de mero
usuário. Assim, o termo multialfabetizações indica que a alfabetização se
tornou plural, porque são muitas as habilidades esperadas para enfrentar a vida
e o mercado hoje, marcado pelo enfoque tecnológico. (Netto, 2018, p.5)
O que podemos afirmar é que, não
basta ao aluno identificar e saber manusear corretamente as ferramentas
tecnológicas, mas é necessário que se faca o uso inteligente destas
ferramentas, e este uso inteligente passa pela prática social e cidadã e ainda
pela prática produtiva.
A fluência tecnológica é, neste
sentido, o que torna o aluno um cidadão critico e criativo, pois ele não será
somente um receptor de informações, ele deixa a posição de apenas consumidor de
programas e informações e assume também o papel de criador.
O aluno deve ser orientado,
estimulado, não somente a buscar informação, mas também a desenvolver autoria
da informação. Ser capaz de processar a informação, analisar aquilo que recebe,
sendo capaz de produzir informação e comunicar -se usando as ferramentas
tecnológicas de que dispõe.
O grande desafio da ação pedagógica
no contexto atual é exatamente buscar esta formação de cidadãos criativos.
Alunos que possuam boas noções de como trafegar nas mídias digitais, como se
relacionar através das diversas redes disponíveis, e portando-se como um
cidadão, respeitando normas e convenções de cidadania digital, seja capaz de
usar as ferramentas de que dispõe para consumir e produzir informação ao mesmo
tempo.
Não se trata de munir
as instituições de ensino, os alunos e os docentes de tablets e computadores de
ultima geração, pois o acesso não necessariamente será suficiente para o
desenvolvimento integral do estudante. Assim, a educação inovadora requer profissionais
dedicados que trabalhem colaborativamente para o avanço do mundo com
criatividade e inovação. (Netto, 2018, p.8)
O que implica dizer que o simples
fato de impregnar os espaços educativos de recursos tecnológicos não garante
que haja o desenvolvimento destas habilidades; assim como a ausência destes no
ambiente educativo não impede que o professor possa desenvolver suas atividades
com criatividade e inovação.
É necessário ponderar, repensar a
prática, planejar, inovar, sobretudo dimensionar a efetividade das ferramentas
tecnológicas na busca e na produção de conhecimento para assim, promover a
formação de indivíduos criativos; alinhando os objetivos de ensino às
necessidades dos alunos e por consequência às demandas atuais da sociedade.
Dinamismo, conectividade,
criatividade, experimentação, interação, praticas pedagógicas interativas e
integrativas serão capazes de favorecer o desenvolvimento de habilidades e
competências que tornem estes alunos capazes de manejar informação e
comunicação de forma fluente e além de serem fluentes tecnologicamente, sendo
capazes de produzir conteúdo e não apenas compartilhar ou consumir
passivamente.
3 Considerações Finais
Dialogando com os
autores percebemos que é consenso que, potencialmente o uso de tecnologias na
educação pode trazer benefícios tanto para os sistemas de ensino, em termos de
custo/benefício, quanto para alunos e professores com relação às melhorias no
processo de interação e melhor desenvolvimento do processo de ensino e
aprendizagem, promovendo assim uma eficiência no processo de modo a suprir as
demandas socioeconômicas que são colocadas sobre a educação.
Estes benefícios
tornam-se visíveis quando os professores conseguem integrar as TDIC às suas
práticas pedagógicas, permitindo que caminhos ou percursos de aprendizagem
sejam criados para seus alunos, possibilitando a construção de questionamentos,
investigações, interações, problematizações, dentre outras atividades que
promovam o avanço da aprendizagem cotidiana de seus alunos, fortalecendo o
processo de aprender contínuo.
A ação pedagógica
inovadora colabora de forma efetiva para o desenvolvimento do processo de
aprender contínuo mediado pelas tecnologias, que culmina na formação de
indivíduos críticos e criativos, cidadãos digitais.
4 Referências Bibliográficas
Netto,C.M.(2018)
Desenvolvimento de competências e habilidades para o século XXI. [e-book]
Flórida: Must University.
Netto,C.M.(2018)
A Educação Mediada por Tecnologias.[e-book] Flórida: Must University.
SANT’ANA,J.V.B.de.;SANTOS,L.G.dos.;ALVES,P.F.(2016). A
Mediação Pedagógica com o uso das Novas Tecnologias Numa Educação Complexa e
Libertadora: breve investigação em campo. Revista Temporis [Ação]. (Periódico
acadêmico de História, Letras e Educação da Universidade Estadual de Goiás).
Cidade de Goiás; Anápolis. V.16, n.01, p.21-36 de 104,jan./jun.,2016.
Disponível em: http://www.revista.ueg.br.br/index.php/temporisacao/issue/archive Acesso em:<13.10.2021>.
[1] Licenciatura Plena em Pedagogia,
UESPI- PI. Especialização em Psicopedagogia, UCAM-MG. Mestranda em Tecnologias
Emergentes em Educação pela Must University. E-mail. rochellisp@gmail.com.
Nenhum comentário:
Postar um comentário