A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E AS ORGANIZAÇÕES DE ENSINO
Rochelli Soares Pontes Milanez¹
Resumo:
Palavras – chave: Experiência. Alternativa. Scholl 21. Escola. Disrupta.
Abstract:
The presente study aims to: investigate alternative educational
experiences that arise to meet the demand of the fourth industrial Revolution;
discuss the pedagogical proposal of School 21;
Identify how disruptive schools are and the challenges of
21st century education. We follow a qualitative approach, being a study baseado
n digital books, published proceeedings, articles and several Other available
sources, thus establishing a bibliographic research. For analysis, we used
studies by Inglan(2015), Bullentini and Damasio (2019), Noemi (2018), among
others. The work was organized as follows: introduction; Alternative
Educacional Expediences; The Scholl 21 proposal; Disruptive schools,21st
century schools;Conclusion ande Bibliographic References. We make some
considerations about the rupture of the conservative paradigma of education
through alternative educational experiences that were successful; we observed
that through a pedagogical proposal based on projects and which aims to promote
skills and not isolated contentes such as School 21, it can be the way out to
meet the demands of the fourth industrial Revolution; we also identified that
disruptive school enable the engagement, interactivity and preparation of
individuals to act responsibly, autonomously,creatively and competently.
Keywords: Experience. Alternative.
Scholl21. School. Disrupt.
1 Introdução
O avanço tecnicocientífico tem
impactado a economia global e acentuado as mudanças sociais.
A educação, no entanto, é marcada
por suas características de conservadorismo, reagindo de forma lenta às
mudanças globais.
A incorporação das novas Tecnologias
Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) às escolas, não é garantia de
práticas pedagógicas inovadoras; é necessária uma mudança de paradigmas e o
estabelecimento de metodologias ativas.
A sociedade hodierna usa a
inteligência artificial em suas atividades diárias, há uma onipresença digital
que precisa ser valorizada e orientada pelas práticas educativas, a fim de se
romper com o ensino tradicional e construir uma sociedade do conhecimento que
possa interagir e produzir digitalmente.
O rompimento com os modelos
tradicionais de educação formal, tem ocorrido por meio de experiências educativas
alternativas, é improtelável a necessidade de uma educação 5.0, trataremos
sobre isso a seguir.
2 Experiências educacionais alternativas
Dissociar a
prática educativa dos contextos sociais, ambientais, culturais, políticos e
econômicos é incoerente e contraditório.
A escola
precisa acompanhar as mudanças globais ou tornar-se -á um espaço obsoleto e sem
relevância socioeconômica.
As mudanças
tecnologias tem favorecido o desenvolvimento da prática educativa, a qual
também precisa favorecer o desenvolvimento socioeconômico por meio de sua
mediação com o conhecimento.
·
Educação 1.0 – as
tecnologias utilizadas era lousa, giz, caderno, lápis e caneta.
·
Educação 2.0 – além das
citadas em 1.0, há a utilização de mídias como o rádio, projetores de slides,
videocassetes – tecnologias analógicas.
·
Educação 3.0 – além das
citadas em 1.0 e 2.0 a utilização de computadores com uso da internet já se
intensificam, e tecnologias digitais passam a ser incorporadas ao processo de
ensino e aprendizagem.
·
Educação 4.0 – algumas
tecnologias da 1.0 e 2.0 caem em desuso e tecnologias mobile conectadas em
rede, armazenamento em nuvem e a utilização de computação cognitiva e de
inteligência artificial ganham espaço na educação 4.0 e na web 4.0, (a qual
entra no ano de 2020 em sua quarta geração segundo Aghaci Nemathaksh e Farsani
(2012)).
·
Educação 5.0 – apoiada
sob as bases da modernidade, inclusão, humanidade e, como não poderia deixar de
ser, do mundo digital, segundo Fábio Rua (2019), incorpora metodologias ativas,
ensino híbrido, educação individualizada e até intercambio educacional. (Costa,
2022, p.05)
A Quarta Revolução
Industrial é marcada por constantes mudanças, já as escolas, parecem ter parado
no tempo, um modelo de educação tradicional tem se repetido e seu impacto
socioeconômico tem sido pouco relevante.
Neste contexto, surgem
diversas experiências educacionais alternativas, buscando uma verdadeira
revolução em suas propostas pedagógicas, que sejam capazes de promover domínio
de conteúdo, capacidade de análise e desenvolvimento de habilidades importantes
para a vida atual.
2.1 Uma
experiência no Vale do Silício
Diesel
(2018) destaca como experiência exitosa a escola que fica sediada em San Francisco,
USA, no Vale do Silício; a ideia surgiu após Gever Tuller, cientista da
computação, desenvolver um programa de verão chamado “summer camps”, o qual foi
desenvolvido através de trabalhos manuais e produção de soluções concretas
trabalhando criatividade, comunicação e cooperação.
A proposta
da Brightwook é focada no indivíduo e em seu desenvolvimento.
Os projetos
são desenvolvidos em três etapas distintas: exploração, expressão e projeto.
Não há um
currículo definido, os alunos não são submetidos a testes ou avaliações, e os
professores não ensinam nenhum assunto específico.
2.2 Uma experiência chamada Free
School
Em 2010 grupos comunitários criaram as chamadas Free Schools
(escolas livres), cuja proposta inicial é que estres grupos teriam a
oportunidade de abrir uma escola com respostas específicas às necessidades
locais, e poderiam juntamente com os pais, propor aspectos estruturais,
pedagógicos, entre outros.
Um seminário organizado pelo National College em janeiro de
2012 definiu várias metas para as free schools e propôs perguntas sobre seu
futuro:
·
Promover mudanças pela
desregulamentação, incentivar o empreendedorismo e criar uma maneira de tornar
o sistema acessível a jovens inteligentes que tenham ambição de trabalhar de
modo diferente;
·
Mobilizar energia dentro
das comunidades e engajar os pais, convencendo-os de que o sistema está do seu
lado e que podem fazer a diferença;
·
Provocar as autoridades
locais a tonar à medida que for necessária para melhorar as escolas locais,
para que se tornem mais competitivas. (Inghan,2015, p.122)
Esta proposta pedagógica
que integra a comunidade e desenvolve conhecimentos sobre empreendedorismo e
outros que motivam jovens a desenvolver formas alternativas de trabalho, surge
como uma alternativa ao modelo tradicional de escola que está se mostrando
ineficiente em preparar os jovens para o trabalho e o empreendedorismo.
2.3
A experiência London Challenger
Pequenas
mudanças podem ser positivas, porém mudanças estruturais são fundamentais para
que padrões melhores sejam alcançados. Dispor de dados de qualidade e fazer
análises eficientes é fundamental para a tomada de decisões assertivas.
De
acordo com Inghan (2015, p.134) inciativas como o London Challenge criaram
parcerias entre escolas de alto e baixo desempenho.
As
escolas de Londres apresentavam desempenhos muito ruins, e com as intervenções
necessárias, encontram-se entre as melhores.
Ainda de
acordo com Inghan (2015, p.134) os líderes nacionais de educação, começaram a
trabalhar com os diretores cujas escolas estavam com maus resultados e ajudaram
a melhorá-las.
As
iniciativas se multiplicaram e seus resultados também.
3 A proposta da School 21
A Scholl 21 surge com o objetivo de fazer uma revolução no
currículo escolar e na pedagogia, formando estudantes mais flexíveis e capazes
de prosperar no séc. XXI.
Criada por
Peter Hyman, é financiada pelo Estado e localiza-se na região periférica
londrina, onde grande parte de seus alunos são filhos de imigrantes.
A
estratégia do projeto pedagógico dessa escola é levar seus alunos a dominarem
conhecimentos de leitura, escrita, números e capacidade de analisar dados por
meio de desafios e experiências. Mas observa-se que são trabalhadas outras
habilidades não – cognitivas, importantes para o mundo atual. A pesquisa do
mundo real é a principal forma de buscar conhecimento. (Bullentini e Damasio,2019,
p.04)
As
Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) fazem parte do
cotidiano de escolas que se destacam no cenário atual, por serem importantes
ferramentas no processo de aprendizagem autônoma e dinâmica.
De acordo com
Bullentini e Damasio (2019, p.05) o uso das novas tecnologias na School 21 é
extenso, e os estudantes utilizam para analisar, escrever, refletir sobre os
processos de aprendizagem, fazer pesquisas, além de usar aplicativos e jogos.
Enquanto o
sistema educacional tradicional oferece poucos estímulos para seus alunos e faz
com que eles sejam apenas receptores de informações e conhecimentos, em sua
maioria, nesta escola a preocupação com a interação está presente em todas as
etapas.
A
escola está preocupada em desenvolver competências como “falar, explicar,
analisar, persuadir e saber escolher o comportamento ou conduta adequados para
cada situação”, seja ela formal, informal, séria, divertida, emocional ou
analítica. A escola oferece aulas para capacitar os estudantes a serem capazes
de fazer apresentações orais, se expressar e se comunicar de forma clara. Essa
habilidade permite que os estudantes aprendam a expressar suas emoções de forma
clara dentro e fora da escola. “Estudam ainda o ritmo de declamação de poemas,
realizam atividades de contação de histórias, piadas, retórica e debates.
Durante o ano, os estudantes fazem apresentações públicas.” (Bullentini e
Damasio,2019, p.05)
Do ponto de vista curricular, a alteração mais significativa,
como podemos perceber, é a oferta do serviço educacional que ocorre por meio de
projetos e não por meio de disciplinas tradicionais.
A mudança
drástica neste currículo é com certeza uma evidencia de uma mudança disrupta,
que teve como resultado o crescimento do engajamento dos estudantes diante dos
desafios propostos.
4 Escolas disruptas, escolas para o século XXI
A inovação disruptiva pode gerar riscos e incertezas para as
organizações, isto porque envolve experimentação, flexibilidade, mudanças de
recursos, tecnologias, resultados incertos, dentre outras coisas.
Porém,
criar algo novo, pode trazer mudanças profundas e significativas para o
mercado.
Uma maneira de
implementar processos de inovação, de acordo com Bullentini e Damasio (2019,
p.06) é aumentar o número de modelos de abordagem de clientes, tendo como base
perfis bastante segmentados e específicos.
Os autores afirmam que
para inovar, muitas vezes é necessário ter liberdade para averiguar diferentes
dados de diversas áreas.
As escolas disruptas,
surgem neste contexto de inovação, como um novo modelo de educação.
O ambiente
de aprendizagem, nestas escolas têm dinamicidade, engajamento, interatividade e
prepara o indivíduo para atuar de forma responsável, criativa, autônoma e
competente na sociedade.
Um sistema
escolar que utiliza a tecnologia como instrumento complementar de ensino, de
acordo com Noemi (2018), permite que o aprendizado do aluno seja mais frutífero
e eficaz.
Já Bullentini
e Damasio (2019, p.03) destacam que a falta de dinamismo no ensino provoca alta
evasão escolar, desinteresse e formação de jovens com pouca qualificação e
poucas ferramentas para buscar o sucesso profissional no mercado de trabalho.
A escola desempenha um papel ainda mais profundo e importante
na formação dos jovens. Para que esses valores sejam integrados ao universo do
aluno, a escola do século XXI oferece diversos instrumentos de desenvolvimento,
como games, aplicativos, programação e robótica, que trabalham o estímulo constante
de diversas competências do aluno, por exemplo: trabalho em grupo; autoconhecimento;
comunicação; persistência; criatividade; raciocínio; convívio; lógica. Como
você pode notar, a escola do século XXI busca uma abordagem inovadora e oferece
experiências sociais e emocionais que podem ser muito interessantes aos alunos,
até porque o incentivo à conexão com o mundo e suas atualidades é constante.
(Noemi,2018)
A escola
disrupta apresenta mudanças estruturais que Inghan (2015, p.60) afirma, se
sustentarem na crença de que é a escola e na escola que podem ser pensadas as
melhore alternativas para responder aos desafios da realidade.
Dentre
as principais mudanças conceituais na estrutura de ensino, cabe evidenciar três
delas:
1.
A relação do aluno e do
professor é colaborativa e, por isso, a comunicação entre os dois é cada vez
mais valorizada;
2.
A tecnologia é uma aliada
fundamental para o ensino e para a capacitação do aluno;
3.
E a atenção com o mundo
digital passa a empoderar a escola, o aluno e o professor de maneira
consistente. (Noemi,2018, s.p.)
Com relação a isso
Bullentini e Damasio (2019, p.04) assinalam que diversas experiências tem
buscado adequar os sistemas educacionais aos tempos da quarta revolução
industrial, de inteligência artificial e revolução na informática.
5 Considerações Finais
A investigação de experiências educacionais alternativas, nos
permitiu conhecer casos como: Brightwork School, Free School e London
Challenger, dentre os quais foi observado que romperam com a educação
tradicional apresentando propostas inovadoras que promoveram engajamento,
empreendedorismo, criatividade e dinamicidade do processo de aprendizagem.
Ao discorrer
sobre a proposta pedagógica da escola School 21, percebemos que a mudança mais
significativa foi com relação a sua proposta pedagógica que é totalmente
voltada para a dinamicidade do processo educativo.
Os alunos
estudam através de projetos e desenvolvem habilidades cognitivas e não – cognitivas,
mas também necessárias ao convívio social.
Identificamos
que as escolas disruptas apresentam um ambiente de aprendizagem dinâmico, que
possibilita o engajamento, interatividade e preparação dos alunos para a
atuação social de forma responsável, autônoma, criativa e competente.
O ambiente de aprendizagem destas escolas é um ambiente
inovador, onde as competências e habilidades são desenvolvidas de forma
interativa com tecnologias digitais de informação e comunicação, bem como com
inteligência artificial, de forma empreendedora e autônoma.
O estudo em
questão, não se esgota em suas possibilidades, mas, amplia o debate sobre o
assunto, sugerindo que outras questões e apontamentos sejam levantados, pois o
tema é bastante relevante para o mercado educacional, e, portanto, merece maior
investigação.
6 Referências Bibliográficas
Bullentini.E. Damasio.A.(2019) Inovação. [e-book]. Flórida:
Must University.
Bullentini.E.Damasio.A.(2019) Estudo de caso na área de
Educação: School 21. [e-book]. Flórida: Must University.
Costa. D. (2021) Educação 4.0. [e-book]. Flórida: Must
University.
Diesel.F. (2018) Escola Inovadora no Vale do Silício baseada
em engajamento. Disponível em: <https://www.youbilingue.com.br/blog/escola-inovadora-no-vale-do-silicio-baseada-em-engajamento/> Acesso em 23.05.2022.
Noemi.D.(2018) [Infográfico] Escola do século XXI: quais os
desafios da educação. Disponível em: <
https://escolasdisruptivas.com.br/escolas-do-seculo-xxi/escola-do-seculo-xxi/> Acesso em 20.05.2022.
Inghan.A. (2015) O sistema de Formação de Lideranças
Escolares na Inglaterra – Possíveis Alternativas para o Brasil. Disponível em:
< https://www.britishcouncil.org.br/sites/default/files/af554-14fis_british_council-fg.pdf> Acesso em: 20.05.2022.

